Aspirando Memórias
Um canto criado para compartilhar memórias, sonhos e reflexões.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
U
- Nao, nao eh que eu nao te queira! Longe disso! Mas simplesmente temos tanto em comum que acho que somos irmaos. Nao, irmaos nao. Mais que isso. Somos uma coisa so! E para que eu seja eu mesma, e distantes somos mais completos do que juntos.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Eramos jovens
Era uma especie de hotel, escola, com varios quartos. Ele me mostrava a vida como ele acreditava que devia ser. Falou que iriamos morar longe daqui, nas montanhas, ou fjordes noruegueses. Eramos jovens. Confianca e seguranca, era o que ele me passava. Mas no outro quarto havia aquele belo garoto de cabelos escuros. Ele me esperava. Nao tinha lenco, nem documento, mesmo assim eu perdia as estribeiras com ele. A sensacao de seguranca que eu tinha com o outro, pouco importava quando estava nos bracos desse.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Ravenous
O que me mata eh essa fome insaciavel de querer o que for aqui e agora. Essa vontade e ansia de ter tudo aqui, na palma da mao, e preencher o buraco que ha tempos esta aberto. Preenchendo buraco com coisas doces, amargas, salgadas, gordurosas, macias, com beijos e toques. O seu olhar cai nesse buraco e fico querendo mais. Nao eh suficiente. Sua boca faz o mesmo, e se perde dentro de mim. Como fazer esse buraco menos denso e fundo, essa eh minha questao. Se fosse um pouquinho mais raso, seria mais facil me contentar com apenas um beijinho e seu olhar. E aih eles nao se perderiam na imensidao do meu ser.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Sonho 21-06-10
Sonho terrivel que nao me sai da cabeca. Estava presa a um homem. Homicida. E ele nao deixava, de jeito nenhum, que eu saisse. Me perseguia. Tinha uns habitos esquisitos de se cortar. Me jogou um pao, com sangue para que eu comesse.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Pronta para decolar
Agora é hora de olhar pra frente. Me despir dos emaranhados e preconceitos, engatar primeira e acelerar. Foi assim que, apenas em uma pequena conversa, a mudanca apareceu. Ja estava ali, meio que me espreitando, e esperando a hora certa. Cautelosa e paciente, sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Apesar do cautelo, tem uma intensidade quando se manifesta que pode derrubar qualquer um que a rejeite. A mudanca nao aceita rejeicao assim a toa nao. Ela chega de mansinho e quando ve a oportunidade, cria raiz como erva daninha. A mudanca tem amigo parceiro, que traz assim logo que se instala. O amigo Hábito. Hábito já é bem mais lento e só consegue se estabelecer se Mudanca o chama. Hábito é preguicoso também e Mudanca vive dando pontapé em seu traseiro para fazer Hábito andar mais rápido.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Escrita Criativa - Parte I
Aquela casa que uma vez sonhei, escura e vários quartos. Milhares de coisas penduradas, ervas, tecidos. Uma bagunca.
Mas havia também aquele quarteirão claro. De prédios altos e com belos jardins no meio das ruas. Eu me vejo andando e curiosa observando.
As casas germinadas de senhorinhas. Cobertas de paninhos de crochê e xícaras de chá com florzinhas. Eu passo de uma casa a outra pela janela. Quando entro em uma janela, me dou de cara com essa casinha. Quando saio dessa casa por uma outra janela, dou de cara com outra casinha e uma senhorinha de cabelos brancos e simpática vem ao meu encontro.
A raiva que me corroia, nao corre mais nas minhas veias. A repugnancia esta na ponta da lingua. Uma vez ou outra me deparo com a quietude e escondo a decepcao. O que na verdade é impossível se você consegue enxergar minha face.
Nunca pensei que amor e quietude pudessem andar de mãos dadas. Sempre vi a paixao e os relacionamentos como uma parte disturbada. Agora é sereno. É sinonimo de compreensao e aceitacao.
O que o futuro prepara para mim, ainda me sufoca um pouco e me deixa inquieta. Mas a jornada do agora é tão mais interessante, que deixo pra pensar no depois, amanhã. No amanhã, depois.
Mas havia também aquele quarteirão claro. De prédios altos e com belos jardins no meio das ruas. Eu me vejo andando e curiosa observando.
As casas germinadas de senhorinhas. Cobertas de paninhos de crochê e xícaras de chá com florzinhas. Eu passo de uma casa a outra pela janela. Quando entro em uma janela, me dou de cara com essa casinha. Quando saio dessa casa por uma outra janela, dou de cara com outra casinha e uma senhorinha de cabelos brancos e simpática vem ao meu encontro.
A raiva que me corroia, nao corre mais nas minhas veias. A repugnancia esta na ponta da lingua. Uma vez ou outra me deparo com a quietude e escondo a decepcao. O que na verdade é impossível se você consegue enxergar minha face.
Nunca pensei que amor e quietude pudessem andar de mãos dadas. Sempre vi a paixao e os relacionamentos como uma parte disturbada. Agora é sereno. É sinonimo de compreensao e aceitacao.
O que o futuro prepara para mim, ainda me sufoca um pouco e me deixa inquieta. Mas a jornada do agora é tão mais interessante, que deixo pra pensar no depois, amanhã. No amanhã, depois.
domingo, 5 de julho de 2009
Lacunas
Emma era facinha de ser bulida e ficava facilmente chateada. O povo fazia gato e sapato de Emma. Nao porque Emma gostasse da situacao. Pelo contrario, isso a afetava profundamente e suas respostas imediatas se resumiam em um tremendo bico.
Emma não sabia dar respostas rápidas e ríspidas. E assim coletava decepcões e as guardava em sua caixinha de cacarecos.
Com o passar do tempo o amargo em sua boca foi ficando insuportável. As dores de estômago aumentavam. Emma aumentava o peso, mesmo sem se alimentar.
Foi quando Emma encontrou Gabriel.
Emma não sabia dar respostas rápidas e ríspidas. E assim coletava decepcões e as guardava em sua caixinha de cacarecos.
Com o passar do tempo o amargo em sua boca foi ficando insuportável. As dores de estômago aumentavam. Emma aumentava o peso, mesmo sem se alimentar.
Foi quando Emma encontrou Gabriel.
Assinar:
Comentários (Atom)